O que é?
É mais comum entre 40 e 60 anos, em mulheres e em pessoas com diabetes ou alterações da tireoide. Também pode surgir após um período de imobilização ou cirurgia.
Costuma evoluir em fases: uma fase dolorosa, uma fase de rigidez ("congelamento") e uma fase de recuperação gradual do movimento. O processo pode levar muitos meses, e o tratamento busca aliviar a dor e encurtar esse caminho.
Sintomas mais comuns
- Dor difusa no ombro, muitas vezes intensa à noite
- Perda de movimento em todas as direções, inclusive com ajuda
- Dificuldade para levar a mão às costas, pentear o cabelo ou vestir roupas
- Rigidez que piora ao longo das semanas
Quando procurar o especialista?
- Quando o ombro "trava" e você não consegue mexer nem com ajuda
- Dor noturna que atrapalha o sono
- Perda de movimento que avança com o tempo
Em caso de queda com dor forte, deformidade ou perda de movimento, procure primeiro um pronto-socorro.
Como é feito o diagnóstico?
O diagnóstico é principalmente clínico: avalio o movimento ativo e passivo do ombro. Radiografia e ultrassom ajudam a descartar outras causas, como artrose ou tendinite calcária, e a ressonância pode mostrar o espessamento da cápsula.
Tratamento
Sem cirurgia
- Medicações para controle da dor
- Bloqueio do nervo supraescapular para aliviar a dor e facilitar a fisioterapia
- Infiltração intra-articular guiada por ultrassom, em casos selecionados
- Fisioterapia com alongamentos progressivos e respeitando a dor
Com cirurgia
A maioria dos pacientes melhora sem cirurgia. Quando a rigidez persiste apesar do tratamento adequado, pode ser indicada a liberação da cápsula por artroscopia, seguida de reabilitação intensiva.
Perguntas frequentes
O ombro congelado melhora sozinho?
Em muitos casos, sim, mas o processo pode ser longo e doloroso. O tratamento ajuda a controlar a dor e recuperar o movimento com mais conforto.
Quem tem diabetes tem mais risco?
Sim. A capsulite é mais frequente em pessoas com diabetes e pode ter evolução mais lenta. O controle da glicemia também faz parte do cuidado.
O bloqueio do nervo dói?
É feito com anestesia local e guiado por ultrassom, em consultório. A maioria dos pacientes tolera bem o procedimento.


